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Papapá e Era Uma Vez: A Linha de Alimentação Infantil que Une Sabor e Ingredientes Naturais

  • Foto do escritor: Mais Saúde
    Mais Saúde
  • 28 de ago.
  • 7 min de leitura

Todo pai e mãe já viveu esse dilema no corredor de conveniência: o filho pede o salgadinho colorido, cheio de personagem na embalagem, e o adulto vira a caixa procurando a lista de ingredientes com receio do que vai encontrar.


Esse conflito entre o que a criança quer e o que a família aprova é, hoje, uma das maiores oportunidades do varejo de alimentação infantil. Uma pesquisa do Saudabe em parceria com a Outcast mostrou que 35% dos pais preferem comprar doces com redução no teor de açúcar pros filhos, e o mercado de alimentos saudáveis no Brasil cresceu 33% nos últimos cinco anos, segundo a Euromonitor International, com projeção de avançar outros 27% até o fim de 2026.


É exatamente nesse espaço que a Papapá constrói sua proposta: uma marca que apoia a refeição feita em casa, mas reconhece que nem sempre é possível oferecer alimento in natura o tempo todo, e por isso desenvolve opção prática, natural e saudável pra esses momentos de rotina corrida.



Dentro do portfólio da marca, a linha Era Uma Vez é o carro-chefe pro público infantil um pouco maior, com achocolatado, suco e salgadinho pensados pra literalmente sabor que a criança escolhe e ingrediente que a família reconhece.


Já discutimos nesta série como categorias sazonais e produtos de conveniência, como o gel pós-picada da Eurofarma, geram oportunidade real de giro pra farmácia.


Alimentação infantil segue lógica parecida, só que com demanda praticamente constante o ano inteiro. Este artigo apresenta a linha Era Uma Vez e o portfólio Papapá como um todo, os dados que sustentam essa categoria em crescimento, e como sua farmácia pode se posicionar bem nesse corredor de conveniência infantil.


Sumário



O que é a Papapá e a linha Era Uma Vez


Papapá é uma marca de alimentação infantil que desenvolve papinhas, refeições completas e lanchinhos funcionais pensados pra cada fase da introdução alimentar, do primeiro papado do bebê até o momento em que a criança já janta na mesa com a família. O posicionamento da marca é direto: natural pro bebê, tranquilo pra quem cuida, oferecendo opção prática pros momentos em que a refeição caseira não é viável, sem abrir mão de qualidade nutricional.


Dentro desse portfólio mais amplo, a linha Era Uma Vez atende um público um pouco mais velho, geralmente criança em fase escolar, com três categorias centrais: achocolatado, suco e salgadinho, além de kits de degustação que combinam os três formatos.


É a linha que a marca desenvolveu especificamente pra competir no corredor de conveniência tradicional, disputando espaço com marcas consolidadas, mas trazendo proposta de ingrediente mais limpo como diferencial central.



Como funciona o portfólio de produtos


O portfólio Papapá se organiza em categorias que acompanham a jornada alimentar da criança. Papinhas com carne e papinhas de fruta atendem a fase de introdução alimentar, geralmente a partir dos seis meses.


Refeições como sopinhas, a linha La Chef de refeições orgânicas e o PapaPasta cobrem o momento em que a criança já consome pratos mais elaborados. Cereais e mingau completam o café da manhã, e lanchinhos como Yoguzinho, biscoitinho pra fase da dentição, Biscotti e palitinhos de vegetais atendem o lanche intermediário.


Já a linha Era Uma Vez, voltada ao público infantil mais velho, se estrutura assim:



Achocolatado. 

Bebida láctea achocolatada posicionada como fonte de cálcio e sem adição de açúcar, pensada pra ser consumida gelada, com a comunicação de campanha reforçando a ideia de "beber e se divertir".


Suco. 

Bebida à base de fruta com ingrediente de origem natural e sem adição de açúcar, incluindo opção como suco de maçã com água de coco, disputando o espaço tradicionalmente ocupado por refrigerante e suco industrializado açucarado.


Salgadinho. 

Snack com 77% de ingrediente integral e baixo teor de sódio, atacando diretamente o maior ponto de tensão entre pai e filho no corredor de conveniência, o salgadinho ultraprocessado tradicional.


Benefícios da categoria para farmácia e família


Pra família, o principal ganho é resolver o conflito entre desejo da criança e aprovação do adulto. Produto formulado com ingrediente de origem natural, sem adição de açúcar e com nutriente relevante como cálcio e fibra permite que o pai ou a mãe diga sim ao pedido do filho sem a mesma culpa associada ao snack ultraprocessado tradicional.


Pra farmácia, essa categoria representa diversificação de portfólio numa área de giro constante, diferente de categoria puramente sazonal. Farmácia com espaço de conveniência já estabelecido, como discutimos no artigo sobre layout e merchandising, encontra na linha infantil saudável uma oportunidade de ocupar esse espaço com produto de ticket acessível e recompra frequente.


Existe também sinergia com o perfil de cliente que já frequenta a farmácia com criança pequena, seja pra vacina, pediatra de plantão ou compra de fralda e produto de higiene infantil. Oferecer opção de lanchinho saudável nesse mesmo ambiente de compra facilita a decisão do responsável, que já está ali resolvendo outras demandas da família.


E há o suporte comercial estruturado e recursos que a Distribuidora Mais Saúde oferece para seus clientes, recursos que discutimos como centrais no artigo sobre trade marketing e campanhas sazonais.


Dados e estatísticas sobre alimentação infantil saudável


O mercado brasileiro de alimentos saudáveis cresceu 33% nos últimos cinco anos, segundo a Euromonitor International, com expectativa de avançar outros 27% até o fim de 2026, reforçando que a busca por opção mais saudável não é modismo passageiro.


Especificamente no segmento infantil, uma pesquisa do Saudabe em parceria com a Outcast identificou que 35% dos pais preferem comprar doces com redução no teor de açúcar pros filhos, o que já vem levando a indústria a substituir açúcar tradicional por alternativa como xilitol em produtos voltados ao público infantil.


O mercado de snacks como um todo também segue em expansão consistente: segundo a Statista, o setor de salgadinhos gerou 92,6 milhões de dólares no Brasil em 2024, com crescimento anual projetado de 6,49% até 2029, quando deve alcançar 126,8 milhões de dólares. A Euromonitor projeta que as vendas de snacks no Brasil como um todo devem movimentar R$ 89,3 bilhões até 2026.


Uma pesquisa da Mindminers reforça essa mudança de comportamento do consumidor em geral: 29% das pessoas já tentam reduzir o consumo de salgadinho tradicional, 46% evitam refrigerante, e 39% buscam alternativa pra doce, um movimento que atravessa gerações e que, no público infantil, se traduz na busca dos pais por opção com ingrediente mais limpo.


Esses números mostram uma categoria em crescimento sustentado, não uma bolha de curto prazo, o que reforça o racional comercial de manter esse tipo de produto no portfólio da farmácia de forma permanente, não apenas como teste pontual.


Erros mais comuns na gestão dessa categoria


Tratar produto infantil saudável como categoria de nicho, com pouco espaço de gôndola, é um erro recorrente, já que os dados de mercado mostram demanda crescente e sustentada, não um segmento marginal.


Posicionar o produto longe do corredor de conveniência tradicional, escondendo a categoria em vez de colocá-la lado a lado com o snack convencional, reduz a comparação direta que favorece justamente o produto com proposta de ingrediente mais limpo.


Ignorar a sinergia com outros momentos de compra da família na farmácia, como consulta pediátrica ou compra de produto infantil de higiene, deixa passar a chance de cross-merchandising natural entre categorias complementares.


E existe o erro de não comunicar claramente o diferencial do produto ao consumidor, deixando de destacar informação como ausência de açúcar adicionado ou fonte de cálcio, que são justamente os argumentos que resolvem a tensão entre pai e filho na hora da escolha.


Boas práticas para a farmácia trabalhar a linha Era Uma Vez


Posicione o produto próximo ao snack tradicional, permitindo comparação direta e aproveitando o momento em que a criança já está pedindo algo no corredor, mas oferecendo uma alternativa que o responsável aprova com mais facilidade.


Capacite a equipe de balcão pra comunicar o diferencial nutricional do produto, como ausência de açúcar adicionado, fonte de cálcio e alto teor de ingrediente integral, transformando o atendimento numa camada extra de convencimento além da própria embalagem.


Conecte a categoria com outros momentos de compra da família, posicionando o produto de forma visível pra quem já está na farmácia por outro motivo relacionado à criança, como vacina ou produto de puericultura.


Acompanhe indicadores de giro específicos dessa categoria, como já discutimos no artigo sobre indicadores de performance (KPIs), ajustando o mix conforme o comportamento real de compra observado na sua farmácia.


Perguntas frequentes (FAQ)


A linha Era Uma Vez é da mesma marca que fabrica papinha para bebê?

Sim. Era Uma Vez é uma linha dentro do portfólio mais amplo da Papapá, marca que também produz papinhas, refeições e lanchinhos voltados a fases anteriores da introdução alimentar infantil.


Quais categorias de produto compõem a linha Era Uma Vez?

A linha se estrutura em três categorias centrais, achocolatado, suco e salgadinho.


Por que o mercado de alimentação infantil saudável está crescendo tanto?

Porque os pais estão cada vez mais atentos à composição dos produtos, buscando reduzir açúcar e ingrediente ultraprocessado na alimentação dos filhos, sem abrir mão do sabor que agrada a criança, uma tendência confirmada por diversas pesquisas de comportamento do consumidor.


Farmácia pequena consegue trabalhar bem essa categoria?

Sim, especialmente farmácias que já têm espaço de conveniência estabelecido. O produto tem ticket acessível e recompra frequente, características que favorecem operações de qualquer porte, desde que o posicionamento na gôndola seja bem pensado.


Conclusão


A linha Era Uma Vez, dentro do portfólio Papapá, resolve um conflito de compra bastante concreto que se repete todos os dias no corredor de conveniência de qualquer farmácia: a criança quer o produto atrativo, e o adulto quer aprovar o que está levando pra casa.


Com ingrediente de origem natural, ausência de açúcar adicionado e argumento nutricional claro como fonte de cálcio e alto teor de integral, a linha se posiciona exatamente nesse ponto de tensão.


Farmácias que exploram bem essa categoria, com posicionamento estratégico de gôndola, uso do material de merchandising disponível e equipe orientada pra comunicar o diferencial do produto, transformam um corredor de conveniência comum em espaço de conversão consistente, alinhado a uma tendência de consumo que os dados de mercado mostram só crescer.


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Sobre o autor: Israel Rocha, Analista de Marketing na Distribuidora Mais Saúde.

 
 
 

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